COPA DO MUNDO: E O MUNDO SE TORNA VERMELHO PERANTE A FÚRIA!

13 07 2010

Por Leandro Romano

A Fúria espanhola chegou a Copa do Mundo de 2010, cotada como uma das favoritas a levantar a taça. Atual campeã da Copa Euro de 2008, derrotando a Alemanha em uma final dramática, a Espanha trouxe um elenco de dar inveja, lotado de craques como Fernando Torres, Iniesta, Fabregas, Casillas e não precisava ser nenhum especialista no futebol para apontá-la como uma das favoritas.

Porém logo no primeiro jogo, contra a modesta Suíça, veio um susto. Uma derrota inesperada por um gol. Veio então na cabeça dos fanáticos a dúvida, será que a fúria vai pipocar de novo? Esse era o medo dos espanhóis, porém com muita garra de David Villa no segundo jogo a seleção não deu chances para os hondurenhos e ganhou de 2 a 0 e contra o Chile veio a classificação em primeiro lugar após a vitória de 2 a 1.

Já se aproximava as oitavas de finais e logo a Espanha enfrentaria a temida seleção de Portugal, o time que joga Cristiano Ronaldo eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA. Um jogo que a Espanha tentava, tentava e tentava, porém a bola não entrava, estava cada vez mais complicado, pois o tempo passava e Portugal com rápidos contra-ataques assustava a defesa liderada pelo capitão do Barcelona Puyol. Mas a Espanha tinha Villa, e com muita categoria ele fintou a zaga portuguesa e marcou um golaço levantou sua equipe para as quartas de finais alimentando o sonho tão almejado pela Fúria.

Iniesta comemora o gol que deu o título a Fúria. (Fonte: abola.com)

Pela frente, vinha a seleção Paraguaia, estes que chegaram até as quartas sem marcar nenhum gol com seus atacantes. Talvez, algo que a seleção espanhola poderia se sentir mais confiante, porém quem disse que seria vida fácil? Casillas teve que agarrar um pênalti e Xabi Alonso fez o favor de desperdiçar um a favor da Fúria. Mas aquele jogador que acabou ofuscando a imagem de Fernando Torres que era uma das maiores expectativas da Copa, aquele jogador do Valência, porém já negociado com o Barcelona, ele mesmo David Villa. Teve de aparecer de novo e com um gol na raça colocou a Espanha em mais uma semi-final, algo que não acontecia desde 1950, onde a Espanha conseguiu sua melhor colocação em todas as copas alcançando o 4° lugar.

Nas semifinais a temida Alemanha, considerada a melhor da Copa até aquele momento. A equipe que fez quatro gols na seleção de Maradona e fez nossos hermanos voltarem para casa. Sim a seleção de Miroslav Klose, um dos maiores artilheiros das copas, sim a temida Alemanha. Porém a Espanha não se sentiu acanhada com o poder germânico e dominou amplamente o jogo com Iniesta se destacando e com um gol de puro oportunismo do zagueiro Puyol. A Espanha chegou a tão sonhada final da Copa, perdendo ou ganhando já era a melhor campanha da Fúria de todos os tempos, pela frente tinha a poderosa Holanda, que como a Espanha nunca foi campeã mais já amargou o vice de duas copas 1974 e 1978.

Iniesta, Robben, Sneijder, Villa, Xavi, qualquer um desses poderia decidir a copa, em um lance individual ou em uma bola parada, porém o ponto forte das duas equipes não foi a qualidade individual e sim o elenco, algo que ficou muito distante da seleção brasileira, mais uma vez foi provado que sem elenco não se ganha copa do Mundo.

Uma final truncada, como se fosse um jogo de xadrez, tudo muito estudado, nenhuma das equipes queriam se arriscar ao ataque, para não dar chance do adversário se aproveitar de seu erro. Puyol estava sofrendo com o rápido ataque da Laranja Mecânica, por muitas vezes a estrela de Casillas teve de aparecer e salvou ao menos três vezes a Fúria.Tentando procurar o melhor momento para a finalização o time espanhol não conseguia acertar as redes da Holanda, o tempo passava cada vez mais rápido e os jogadores já mostravam a expressão de cansaço, porém arranjavam forças do fundo de suas almas para tentar a vitória de qualquer maneira.

O capitão Cassillas beija a mais cobiçada taça do mundo. (Fonte: jbonline.com)

Lutando de todas as maneiras, Xavi tentou várias vezes acertar um gol de falta, mas não encontrava precisão suficiente, cobrou muitos escanteios, mas não teve a mesma sorte de encontrar a cabeça do companheiro Puyol como tinha acontecido contra a Alemanha, mas achou duas vezes Sergio Ramos que  acabou esbarrando nas boas defesas do goleiro Stekelenburg . Mas quem disse que o primeiro título mundial de uma equipe tem que ser fácil? Não mesmo, muito menos pra a seleção Espanhola que é vista por muitos como uma seleção que joga com o coração, não é a toa que seu uniforme é vermelho, cor do sangue, cor da raça, do grito que estava preso na garganta de mais de 40 milhões de espanhóis há anos. E foi assim, no segundo tempo da prorrogação, que em uma troca de passes Iniesta, um dos melhores jogadores dessa copa, marca o gol da vitória em um chute forte e com raiva, com vontade de ser campeão, fazendo Casillas ajoelhar no campo e chorar como se fosse uma criança, mas era um choro de alegria, um choro de quem acabou de conquistar o Mundo, e que vai ficar com o mundo guardado por quatro anos até a Copa do Mundo no Brasil

“Parabéns Espanha, por toda a raça, vontade e principalmente o futebol de qualidade que estes jogadores mostraram ao mundo, esse título é mais que merecido por mostrar a todos que ainda pode ser campeão com o futebol arte”.

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